Nos sites acima listados, você pode encontrar diversas fábulas clássicas em boas traduções. Há ilustrações antigas e novas que acompanham cada uma das fábulas. É disponibilizada, ainda, uma versão animada de algumas fábulas, que podem ser vistas, se possível, em uma atividade com todos os alunos no laboratório de informática. Eles podem comparar as versões escritas com as representações figuradas, tanto no caso da animação como no das ilustrações estáticas, apontando diferenças e semelhanças e opinando a respeito de qual forma mais os agrada, com justificativas. Existem também nesses sites muitas atividades que os alunos podem realizar, ligadas ao tema e à própria produção de fábulas. O professor pode indicar para que seus alunos os visitem e que façam algumas atividades.
Editora Imesp, 2003.
Esta antologia reúne 200 fábulas gregas, latinas, sânscritas, indianas e francesas, algumas traduzidas para o português pela primeira vez. Foram escolhidos textos que de alguma maneira se relacionam com aqueles produzidos por dois cultivadores modernos do gênero no Brasil: Monteiro Lobato e Millôr Fernandes. No caso de Lobato, em forma de paráfrase; no de Millôr, na forma de paródia. O livro também apresenta um estudo sobre a formação e as características da fábula como gênero literário.
Editora Thex, 2003.
A fábula foi uma das primeiras formas literárias que surgiram, de origem oral e anônima, de cunho popular, numa época remota que não se pode precisar ao certo. Neste livro, o professor Manuel Aveleza seleciona algumas fábulas de Esopo que colocam em evidência o homem, as situações práticas do seu cotidiano e a sua convivência social, dando-lhes uma interpretação filosófica, mitológica e psicológica.
Editora FTD, 2001.
O gênero fábula, como muitos outros narrativos, registra as experiências e o modo de vida dos povos. Ele trata de situações cotidianas e é por meio das histórias que ouvimos, lidas ou contadas de boca em boca, que aprendemos quase tudo o que precisamos para viver na sociedade. Fábula não é uma coisa só de criança. Neste livro a autora, mestre em Linguística Aplicada, além de trazer diversas fábulas clássicas, conta a história do gênero e mostra ao professor como trabalhar com seu aluno: para escrever uma fábula, é preciso observar as características do gênero – os temas, a linguagem, a estrutura.
Música: Luiz Enriquez. Texto original: Sérgio Bardotti. Polygram, 1977.
Adaptação musical dos Músicos de Bremen, um conto de fadas clássico escrito pelos Irmãos Grimm. Todas as faixas do disco são do músico Luís Enriquez e do letrista Sérgio Bardotti, com adaptação de Chico Buarque. Foi levado para o teatro, com muito sucesso. Há também uma divertida adaptação para o cinema, também com músicas de Chico Buarque, Os saltimbancos trapalhões.
Os saltimbancos não é exatamente uma fábula, é verdade, mas tem com as fábulas muitas semelhanças. Primeiro, as principais personagens — o burro, o cachorro, a galinha e a gata — têm uma caracterização da personalidade muito bem definida. Há uma moral bastante clara na história: “A união faz a força.”
Flik é uma formiga criativa que, em nome de todos os insetos oprimidos, precisa contratar guerreiros para defender sua colônia de um bando de gafanhotos liderado por Hopper. Mas logo descobrem que o exército de insetos é na verdade um fracassado grupo de atores de um circo de pulgas, e o cenário está armado para diversas confusões.
Tradução: Lucia Tulchinski. Ilustrações: Salmo Dansa. Editora Scipione, 2006.
Cada um deve valorizar os seus próprios dons. O que serve para uma pessoa pode não funcionar para outra. O céu ajuda a quem se ajuda. Quem trabalha garante o seu futuro. Esses e outros ensinamentos aparecem…
Editora Record, 2003.
Um dos jeitos mais antigos de ensinar e contar histórias são as fábulas: narrativas curtas, destinadas a ilustrar um preceito ou moral. O próprio autor comenta na capa do livro: “Muito tempo antes de o homem se organizar em estados, já existiam lobos ferozes proibindo carneiros de beber sua água”. As fábulas de Millôr se utilizam do mesmo formato e dos recursos do gênero, com uma moral humorística e crítica. O próprio autor ilustra suas histórias.
Editora Globo, 2009.
Edição ampliada de Fábulas de Narizinho, o livro Fábulas, de Monteiro Lobato, saiu pela primeira vez em 1922. Nele, o autor reconta muitas das fábulas de Esopo e La Fontaine e publica algumas de sua própria autoria. As histórias só narradas por Dona Benta e sempre estão acompanhadas de perguntas e críticas da turma do Sítio do Picapau Amarelo. Inclusive da Emília, a bonequinha que tira de uma dessas narrativas a ideia de, um dia, reformar a natureza.

