Esta é a página pessoal do professor de Sociologia e pesquisador de cultura afro-brasileira da Universidade de São Paulo (USP). Diversos livros sobre mitologia africana são apresentados e é possível visualizar alguns ensaios do autor sobre esse e outros temas, como sociologia da religião. A página traz também o endereço de mais de 650 terreiros de candomblé e umbanda do estado de São Paulo e um arquivo com 761 letras da música popular brasileira (MPB) com referências a orixás e outros elementos das religiões afro-brasileiras compostas no período de 1902 a 2000.
Tradutores: Rita Buongermino, Pedro de Souza e Rejane Janowitzer. Editora Difel, 2007.
Diferentemente do que o título possa sugerir, a obra não apresenta uma série de mitos comentados e analisados pelo semiólogo francês. Os escritos, que datam de 1954 a 1956, interessam pela sua característica inquisidora: com pequenos pensamentos sobre mitos cotidianos, Barthes pretendia desmistificar a imagem de uma cultura, nas palavras do autor, “pequeno-burguesa” francesa que ganhou ares de “natureza universal”. Na segunda parte, a crítica dos valores franceses cede espaço para uma análise semiológica dos mitos, de cunho científico. Em sintonia com o que foi discutido neste manual, é interessante que o professor leia particularmente os capítulos “O mito é uma fala”, “O mito como sistema semiológico”, “A forma e o conceito”, “A significação”, “Leitura e significação do mito” e “Necessidades e limites da mitologia”.
Tradução: Carlos Felipe Moisés. Editora Palas Athena, 2007.
A obra é construída com base em diversos encontros entre o jornalista Bill Moyers e Joseph Campbell, pesquisador de mitologia e religião comparada. O estudioso, que acreditava que os mitos antigos nos ajudam a compreender o presente e a nós mesmos, não se restringe às narrativas de tempos passados, destrinchando mitologias contemporâneas também. Joseph Campbell dedicou a vida ao estudo dos mitos. Ele fala de todos os mitos existentes: dos bosquímanos aos esquimós, dos judaico-cristãos ao xintoístas, dos zulus aos astecas, todas as formas míticas apontam na direção efetiva de “algo além”. O autor desenvolve uma teoria segundo a qual há um universo invisível, ao qual todos os mitos apontam e que dá sustentação ao universo visível. O professor vai encontrar muitos assuntos para abordar em aula com seus alunos.
Editora Cortez, 2003.
O livro interpreta contos populares, mitos indígenas, romances de cordel, textos políticos e de divulgação científica segundo sua função social. O capítulo em questão – “Mito e tradição indígena” – tece distinção entre mito, lenda e superstições e faz uma análise detalhada de quatro narrativas de diferentes grupos indígenas brasileiros, tendo como perspectiva os pressupostos teóricos da análise do discurso. O volume faz parte de uma trilogia que dá continuidade ao trabalho de pesquisa intitulado “A circulação dos textos na escola”, desenvolvido por professores da USP e Unicamp: além da interpretação de diferentes gêneros discursivos, faz sugestões de leitura, visando aparelhar os professores na exploração didática de diferentes textos verbais.
EUA, 1992.
A história do filme foi adaptada da mitologia, com alguns aspectos modificados: na lenda original, Hércules é filho de Alcmena, que é mortal, portanto é um semideus e não um deus. Aqui ele é filho de Zeus e Hera, ambos deuses. Mas Hades, o deus do mundo subterrâneo, quer tomar o lugar de Zeus, faz com que Hércules tome uma poção para torná-lo mortal e não herdar o trono do pai. Hércules não a ingere totalmente: ainda resta uma centelha divina, que lhe dá uma enorme força. Não sendo mais um deus, no entanto, não pode viver no Olimpo e passa a morar com pais adotivos, Alcmena e Anfitrião. Mas sente-se diferente dos demais jovens e, mais tarde, fica sabendo que sua origem é divina. Ele decide então voltar ao Monte Olimpo, mas para isso precisa se tornar um verdadeiro herói.
França, 1998.
Na África Ocidental, nasce um menino minúsculo, cujo tamanho não alcança nem o joelho de um adulto, que tem um destino: enfrentar a poderosa e malvada feiticeira Karabá, que secou a fonte d’água da aldeia de Kiriku, engoliu todos os homens que foram enfrentá-la e ainda pegou todo o ouro que eles tinham. Para isso, Kiriku enfrenta muitos perigos e se aventura por lugares onde somente pessoas pequeninas poderiam entrar.
Ilustrações: Luciana Justiniani. Editora Pallas, 2005.
Neste belíssimo livro, Júlio Emílio Braz, premiado autor de livros infantis, reconta sete histórias africanas repletas de poesia, coragem, amor, superação e até mesmo terror. As belas ilustrações foram as primeiras que a artista Luciana Justiniani, que mora em Moçambique, fez para um livro de histórias infantis. Uma boa leitura para quem quer conhecer mais sobre as culturas africanas.
Ilustrações: Eduardo Rocha. Editora Companhia das Letrinhas, 2000.
Neste livro, Ruth Rocha reconta as aventuras fantásticas de Ulisses, bravo guerreiro grego que, depois da guerra de Troia, enfrenta uma série de obstáculos para retornar a sua casa, a seu filho, Telêmaco, e a sua esposa, Penélope. Assim como a Ilíada, a Odisseia é atribuída ao poeta grego Homero, que não se sabe se existiu realmente ou não.
Editora L&PM, 9ª edição, 2007.
Na contracapa do livro, podemos ler: “Nas cem histórias que compõem este livro, as forças da natureza tomam vida, forma-se o Universo, nasce o homem, surgem os animais e explicam-se, segundo a ótica mágica da mitologia greco-romana, os primórdios da existência e da história da humanidade”.
Flávia Savary – Ilustrações: Tati Móes. Editora Salesiana, 2007.
A contracapa do livro traz: “Antes de entrar na mata, convém procurar um guia. Do contrário, a gente acaba se perdendo! Mesmo em florestas de fábula, onde podemos nos aventurar sozinhos, vale a pena conhecer pistas que nos ajudem a melhor curtir o passeio. E o passeio que propomos é a leitura do livro que está em suas mãos”.

