O professor de história Luiz Américo reconstitui em seu site a trajetória do que podemos designar como música popular brasileira, desde as origens até as tendências atuais. Para isso, ele faz uma divisão por períodos:
De 1870 a 1919: Os ritmos de marchas de rancho, choro, maxixe se constituem. Nasce o samba, e as reuniões no Rio de Janeiro na casa da tia Ciata levam à gavação do primeiro samba. O choro erudito de Ernesto Nazareth e Pixinguinha: a passagem do erudito para o popular e vice-versa.
De 1920 a 1945: O lançamento de Carmen Miranda no cenário musical do Brasil, Noel Rosa, os carnavais de Lamartine Babo, o lançamento do baião por Luiz Gonzaga.
De 1946 a 1963: A influência da música norte-americana e a Segunda Guerra Mundial, os grandes programas de rádio, a morte de Carmen Miranda, o desaparecimento de Ary Barroso e Lamartine Babo.
De 1964 a 1972: A ditadura militar e as sátiras de Juca Chaves. O nascimento da bossa nova e o surgimento de João Gilberto. Os grandes festivais de música popular. Os movimentos da tropicália e da jovem guarda. A censura da ditadura e as canções de protesto.
De 1973 aos dias atuais: Os ritmos e músicos nordestinos e sua influência na MPB. A renovação de ritmos a partir da década de 1980: o pagode, o punk, o axé music, o sertanejo, o funk e o rap.
Editora Paracatu, 2006.
O dicionário é uma versão impressa do banco de dados online mantido pelo musicólogo Ricardo Albin há seis anos e considerado um dos três maiores websites de música popular do mundo. Reúne biografias e dados de 5.322 compositores, músicos, intérpretes, grupos, agremiações, blocos e estilos musicais brasileiros urbanos. Traz ainda mais de 500 desenhos de cerca de 40 caricaturistas brasileiros. Se quiser conhecer o “Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira” online, o professor pode acessar:
Editora Publifolha, 2007.
O livro do músico e professor do Departamento de Linguística da USP Luiz Tatit reúne 16 ensaios e histórias sobre a canção popular, os cancionistas e assuntos correlatos – lembranças, comentários e reflexões teóricas. O autor também responde, com muito bom humor e sem fugir da raia, a 36 perguntas feitas por 18 pessoas, como os músicos Arnaldo Antunes, Ceumar, Zélia Duncan, os professores Carlos Ernest Dias, da UFMG, Luca Bacchini, da Universidade de Roma, Bruno Bernard-Guedes, da revista OP, de Lisboa, e o ensaísta e poeta Francisco Bosco. As letras de todas as músicas de Tatit também estão nesse volume.
Editora Companhia das Letras, 2ª ed., 1999.
O autor, compositor e professor de Teoria Literária, fez um livro para ser lido por músicos e não músicos, que discorre sobre o uso humano do som e a história desse uso, com um olhar antropológico. Para os não músicos, a audição pode não ser sempre melódica; às vezes, é bastante ruidosa – são vozes, silêncios, barulhos, acordes, tocatas e fugas de diferentes sociedades e tempos: músicas africanas, indianas, orientais e indígenas, entre outras, além da ocidental de vanguarda do século XX. O livro é acompanhado por um CD.
Divertidas versões de canções conhecidas, as chamadas paródias podem ser ouvidas nesse site. São sátiras bem-humoradas de celebridades, cantores e fatos recentes da política, da música e dos esportes. Você pode se inspirar e criar suas próprias paródias, com o tema que quiser.
Grandes pesquisadores da música oferecem nesse site muitas informações sobre artistas brasileiros, como biografia e discografia. Há textos contando como surgiram e se desenvolveram diversos ritmos musicais no Brasil, como o forró, o maracatu, a música caipira ou o punk rock. É ainda possível ouvir um trecho de muitas músicas de grupos e artistas. Música brasileira é o que não falta por aqui!
Brasil, 2003.
Documentário sobre o cantor, instrumentista e compositor. Como o título sugere, o músico faz grandes reflexões sobre o tempo. Ele canta: “Só o tempo ajuda a gente a viver”; “Amor, repare o tempo enquanto eu faço um samba triste pra cantar”; “Quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado”.
EUA, 2006.
Um decadente astro da música pop é convidado por uma diva atual para compor uma canção e gravá-la com ela, em dueto. O difícil trabalho de construção do conjunto harmonioso entre “letra e música” para fazer uma boa canção popular.
Waner Bros (Inglês)
Cinema PTGate (Português)
Editora 34, 2003.
O autor demonstra que desde “Pelo Telefone” até as tendências mais atuais – mangue beat, hip hop, música eletrônica – o samba pulsa como uma informação genético-cultural. De Clementina de Jesus a Fernanda Porto, de Ismael Silva a Marcelo D2, de Carmen Miranda a Teresa Cristina, de Sinhô a Itamar Assumpção, de Aracy de Almeida a Bebel Gilberto – o bom samba não tem lugar nem hora.
Editora Globo, 2008.
Dividido em cinco partes (anos 1960, 1970, 1980, 1990 e 2000) o livro traz uma linha do tempo para cada década, nas quais constam os acontecimentos mais importantes da política, do cinema, da moda e da música. Listas para o conhecimento musical estão espalhadas ao longo da obra, como “Os dez discos de rock internacional mais vendidos”, “As dez músicas brasileiras de rock que bombaram na década”, “Os dez shows internacionais mais importantes no Brasil”. Tem também listas com as gírias mais faladas por essas gerações, assim como revelações de bastidores e análises sobre o panorama musical.

