Além de funcionar como desabafo, a transformação de sentimentos em palavras escritas, a escrita em um diário faz com que a gente organize os pensamentos, determine prioridades, reconheça alterações de humor e acompanhe em detalhes o processo de amadurecimento pessoal. A psicóloga Rosemeire Zago (SP) orienta os pacientes a manter um diário de suas emoções. Nem todos colocam no papel o que sentem, mas, diz ela, ‘são esses os que obtêm maior controle sobre seus aspectos emocionais”.
Leia mais em: Escrita saudável – Educar para Crescer.
Nesta página do Laboratório de Pesquisa e Ensino de Língua Portuguesa, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, encontra-se disponível o Projeto Anne Frank, basedo em uma experiência da professora Claziane Pereira de Lima em 2003, quando dava aulas na 7ª série. Ela percebeu um intenso interesse dos alunos pelo tema da Guerra do Iraque (com a ocupação militar norte-americana durante aquele ano). Emocionalmente envolvidos com a situação, os alunos carregaram para a classe a necessidade de discutir o tema. Claziane, a partir da leitura do livro “O Diário de Anne Frank”, abriu espaço para o debate: o que é estar numa situação de guerra? O que isso acarreta? Por que motivo a solução para os conflitos não se dá de outra forma? Assim, o estudo do relato da Anne Frank possiblilitou tanto a discussão dessa temática como do gênero confessional do diário.
Editora Companhia das Letras, 2004.
Ao final do século XIX, a cidade de Diamantina (MG), já com a pedra preciosa escassa, começava a presenciar uma nova relação entre as classes sociais, com a escravidão recém-abolida. O universo social de Helena Morley, além da família e parentes, inclui a convivência com ricos, pobres, escravos, crianças e bichos. O livro parece ter sido composto de várias passagens do diário de uma adolescente escrito entre 1893 e 1895, quando ela tinha de 13 a 15 anos de idade. Depois de muitas décadas guardados e esquecidos, os escritos foram reunidos e selecionados pela autora e publicados em 1942, para mostrar a diferença entre o tipo de vida que as meninas levavam nas duas épocas.
Editora Sextante, 2006.
Esta é uma edição fac-símile do caderno de viagens de Jean-Baptiste Debret, que está guardado desde 1911 na Seção de Iconografia da Biblioteca Nacional de Paris. São aquarelas e esboços que formam um elo perdido da “Viagem pitoresca e histórica ao Brasil”, aquela que foi a obra iconográfica mais importante já publicada sobre as duas primeiras décadas do século XIX. O traço do pintor-historiador francês registra o testemunho do que ele presenciou desde a sua chegada ao Rio de Janeiro, em 1816, como semiclandestino em um navio norte-americano, para se esconder dos britânicos. São cenas de exteriores e interiores, de figuras e costumes, que expõem a permanência de antigas tradições coloniais com os modismos recém-chegados da Europa. Um dia a dia carioca com traços da cultura francesa. Debret mostra, além das elites em busca de aparências importadas, a riqueza dos aspectos das ruas, de uma primeira gente brasileira que parece exótica aos olhos dos modernos.
Tradutores: Antônio de M. Soares e Heloisa Jahn. Editora Companhia das Letras, 8ª ed., 1994.
Em setembro de 1991, pouco antes de completar 11 anos, a menina Zlata, que vive em Sarajevo, começou a escrever um diário que incluía a escola, o esqui, MTV – tudo pelo que uma garota da sua idade pode se interessar. Mas a Guerra da Bósnia-Herzegóvina eclode e o tom do diário muda por completo. Sua biografia lembra a de Anne Frank e por isso Zlata é chamada de “Anne Frank de Sarajevo”. Mas Zlata e sua família sobreviveram à guerra e refugiaram-se em Paris, em 1995. Após passar uma temporada na Inglaterra, eles foram para Dublin, na Irlanda, onde vivem até hoje.
Neste site, você encontra dicas para criar seu blog. Há indicação de textos explicando passo a passo como criar um blog e endereços de sites que hospedam blogs. É também um bom lugar para esclarecer muitas dúvidas sobre programas de computador e sobre a internet.
Esse é um dos mais populares sites que hospedam blogs. Grátis!
Outros blogs – Mais sites em que é possível criar um blog gratuitamente. Basta se cadastrar:
Alemanha/EUA, 2007.
O filme conta a história real da professora Erin Gruwell, que busca dar educação a um grupo de alunos desacreditados, em uma região dos Estados Unidos tomada por guerras inter-raciais. Para tanto, ela passa a ler com eles o livro O diário de Anne Frank, trabalhando, por meio da literatura, as angústias e os conflitos que surgem na sala de aula. Identificados com a personagem, os alunos passam a escrever seus próprios diários, que se tornam um meio de expressão de seus sentimentos.
Editora Gênese, 2005.
Um blog nos permite criticar, gritar, esbravejar, discutir e, quem sabe, encontrar pessoas que apreciem o nosso tom. O livro traz 14 autores que escrevem na internet os mais diversos tipos de blog: o monólogo interior, o diário, diálogos que mais parecem um teatro do absurdo e vários outros.
Editora Companhia das Letras, 2005.
Em um barco a remo que ele mesmo construiu, Amyr Klink atravessou mais de 3.500 milhas (cerca de 6.500 quilômetros) de oceano, desde o porto de Lüderitz, no sul da África, até a praia da Espera, no litoral baiano. Do diário em que o navegador fez suas anotações durante a viagem foi feito um livro com seu cotidiano durante 100 dias: remar oito horas por dia, fazer cálculos precisos, tirar alegria da refeição desidratada e ter muito tempo para só contar consigo diante do poder da natureza.
Tradução: Alves Calado. Editora Best Bolso, 2007.
A menina Anne Frank escreveu um diário enquanto viveu por 25 meses refugiada dos nazistas. Ela, sua família e mais quatro pessoas ficaram num apertado cubículo, escondendo-se dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Mas foram descobertas e deportadas para campos de concentração. Anne morreu aos 16 anos, nove meses depois de ter sido presa pelos nazistas.

