O Memória Viva luta pela preservação da memória de personalidades (políticos, artistas e intelectuais) que tiveram, de alguma maneira, uma atuação e influência marcantes para a cultura brasileira. Para cada um dos biografados estão disponíveis variadas opções de pesquisa: entrevistas, textos produzidos pelo próprio autor (especialmente no caso dos escritores literários), além de notícias de jornais e outros documentos históricos sobre a personalidade.
Este é um museu diferente. Pensado e idealizado para reunir as mais variadas histórias de pessoas que, voluntariamente, dão o seu depoimento, contam seu passado, se expressam, opinam. Os depoimentos são armazenados no formato que o entrevistado enviou: textos, vídeos ou fotos.
O portal do Museu da Pessoa tem a intenção de valorizar as histórias de todas as pessoas, afirmando cada ser humano como atuante na construção da história de nossa sociedade. Todos podem enviar seu relato (os menores de 18 anos devem enviar uma autorização dos responsáveis). Incentive os alunos a produzirem seus depoimentos, de acordo com as regras do museu. Depois de enviado ao site, o relato pode ser compartilhado por todos.
Editora Rocco, 2007.
A escritora Clarice Lispector nasceu na Ucrânia, em Chechelnyk, em 10 de dezembro de 1920. Veio criança para o Brasil e faleceu no Rio de Janeiro, em 9 de dezembro de 1977. Este livro reúne as entrevistas que ela realizou, nos anos finais da década de 1960, na seção que manteve na revista Manchete, “Diálogos Possíveis com Clarice Lispector”. Personalidades como Nelson Rodrigues, Ferreira Gullar, Emerson Fittipaldi, Oscar Niemeyer, Vinicius de Moraes, Zagallo, Tarcísio Meira, Pablo Neruda, Elis Regina, Fayga Ostrower, entrevistadas muitas vezes em tom de bate-papo informal, revelam muito da escritora e do comportamento daquela época. Em fins de 1976, na revista Fatos e Fotos: Gente, a autora voltou às entrevistas, em que permaneceu até outubro do ano seguinte, dois meses antes de morrer.
Editora José Olympio, 2006.
Este é um documento precioso. De passagem pelo Brasil, em 1848, o então cônsul francês Francis de Castelnau, um naturalista, entrevistou e registrou informações sobre os escravos africanos no Brasil e sobre como viviam quando ainda estavam na África. Assim, o professor poderá conhecer Mahamah, nome houssá de Manuel; ou Adam, nome houssá de Braz – e muitos outros.
Editora Vozes, 2006.
Uma das dúvidas dos estudantes na produção de entrevistas é como começar e como terminar. Apesar das constantes mudanças no âmbito da comunicação social, as entrevistas são uma forte vertente no trabalho jornalístico e associar teoria e prática nesse caso é uma tarefa de mestre. Stela Guedes Caputo trata aqui das experiências da profissão e disserta sobre as diversas formas de se trabalhar a entrevista. Sobre entrevistas é uma obra para ser usada como manual por jornalistas e estudantes.
Quando o programa começou a ir ao ar, chamava-se Aquela mulher e, por dois anos, a jornalista entrevistava somente mulheres que se destacavam em suas áreas profissionais, independentemente de serem famosas ou não. Hoje há a participação masculina e as entrevistas são como um bate-papo casual.
Jô Soares, que ficou famoso como humorista na televisão brasileira, entrevista no programa gente famosa e pessoas comuns que têm algum aspecto interessante para contar a respeito de sua vida. Há também a constante presença de bons grupos musicais.
O entrevistado fica em sua cadeira, no centro, e, em volta, os entrevistadores esperam a vez para fazer perguntas, como em uma arena. Esse é o formato do programa de televisão apresentado desde 1986. Já foram entrevistadas muitas personalidades dos esportes, da música, de literatura, da política, da ciência.
Brasil, 2002.
O filme é todo feito de entrevistas, com moradores de um edifício em Copacabana, bairro do Rio de Janeiro. São 276 apartamentos conjugados, cerca de 500 moradores, 12 andares, 23 apartamentos por andar. Durante sete dias, a equipe filmou o cotidiano de seus moradores. Trinta e sete deles são personagens do filme.
Editora Civilização Brasileira, 2005.
Este livro é a obra que mais utiliza a história oral, as lembranças dos ex-escravos e seus descendentes depois da abolição. Com dezenas de depoimentos de escravos do antigo sudeste cafeeiro do Brasil, onde viveu a maioria dos últimos escravos do país, divide-se em duas partes: primeiro, História, Narrativa e Identidade; na segunda parte, aborda o campesinato negro, a política e o trabalho no Vale do Paraíba após a abolição. Além de abordar as estratégias adotadas por famílias para contornar as dificuldades raciais e da escravidão, é um excelente livro para quem quiser aprender como se faz uma entrevista de história de vida.

