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Home > Blog > Multimídia > 8º ano > Biografias e autobiografias
  • Amarcord – Direção: Federico Fellini

    Itália/França, 1973.

    O diretor italiano Federico Fellini focaliza, pelos olhos de um menino, a vida familiar, a religião, educação e política dos anos 1930, quando o fascismo estava em seu apogeu na Europa. Entre os personagens estão o pai e a mãe do garoto, sempre lutando pela sobreviência, além de um padre que escuta confissões só para dar asas à sua imaginação anticonvencional. Fellini por diversas vezes negou que Amarcord fosse um filme autobiográfico, mas confessou que há passagens semelhantes com situações por ele vividas em sua infância. O título do filme é uma referência à tradução fonética das palavras “mi recordo” (recordo-me) usada na região de Emilia-Romagna, na Itália, onde o diretor nasceu.

    Adoro Cinema

  • Biografias e biógrafos – Sergio Vilas Boas

    Editora Summus, 2002.

    As biografias tornaram-se definitivamente um dos gêneros de leitura prediletos no Brasil e no mundo. Pioneiro em sua abordagem, este livro estuda o modo de operação de jornalistas-biógrafos, resgatando, dessa forma, a biografia como valioso campo de estudo. Apoiando-se em teorias historiográficas, literárias e jornalísticas, o autor demonstra com clareza o caráter transdisciplinar desse gênero literário, à medida que combina recursos e conceitos de vários campos de conhecimento. Ao analisar com cuidado e meticulosidade as instâncias que interferem no resultado da obra, Sergio Vilas Boas nos oferece uma instigante proposta para descobrir e compreender a arte de narrar vidas.

    Livraria Cultura

  • Clarice – Uma vida que se conta – Nádia Battella Gotlib

    Editora Ática, 1995.

    Detalhada biografia da escritora Clarice Lispector, com dados precisos e revelações que permitem esclarecer um pouco o mistério que foi Clarice. Nas palavras da própria escritora, contidas na contracapa do livro:

    “Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo, uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal”.

    Livraria Cultura

  • Estética da criação verbal – Mikhail Bakhtin

    Tradução: Maria Ermantina Pereira. Editora Martins Fontes, 1997.

    No item “A autobiografia e a biografia”, contido no capítulo “O todo significante do herói”, temos formado um panorama do gênero: desde as confissões produzidas em diários durante a Idade Média até as biografias produzidas por escritores mais recentes.

    E como se dá a relação entre a obra de um escritor, os personagens que cria e vida do próprio artista, que é não ficcionalizada, mas que pode ser reconstruída numa biografia escrita? Bakhtin discute como acontecem essas relações neste capítulo.

    Livraria Martins Fontes

  • Museu da pessoa – www.museudapessoa.net

    Este é um museu diferente. Pensado e idealizado como um local para reunir depoimentos de pessoas anônimas dispostas a contar seu passado, se expressar, opinar. Os depoimentos são armazenados no formato que o entrevistado enviou: textos, vídeos ou fotos.

    O portal do Museu da Pessoa tem a intenção de valorizar as histórias de qualquer pessoa, considerando cada ser humano como ator, um indivíduo atuante na construção da história de nossa sociedade. Todos podem enviar seu relato (os menores de 18 anos devem enviar uma autorização dos responsáveis). De acordo com as regras do museu e, depois de enviado ao site, os relatos podem ser compartilhados por qualquer internauta.

    Museu de pessoas

  • Persépolis – Direção: Marjane Satrapi e Vicent Paronnaud

    França, 2007.

    Esta animação é baseada nos quadrinhos (autobiográficos) de Marjane Satrapi, que conta a história de uma garota iraniana que sonha em se tornar uma profetisa para salvar o mundo. Mas, quando o novo regime no Irã a obriga a usar véu, ela decide se tornar uma revolucionária.

    Sony Pictures (Inglês)

    IMDB

  • Cartola – Música para os olhos – Direção: Hilton Lacerda e Lírio Ferreira

    Brasil, 2006.

    O compositor Cartola, que nasceu e viveu no Rio de Janeiro (1908-1980) é retratado nesse documentário, que traz um panorama da época e de como foi o trágico percurso do músico, com muitos períodos de miséria. Ele passou a infância no bairro de Laranjeiras, depois mudou-se com a família para o morro da Mangueira, onde então começava a despontar uma favela. Foi lá que fundou a famosa “verde-e-rosa”, a escola de samba Estação Primeira de Mangueira.

    Globo Filmes

  • O jovem Lennon – Jordi Sierra Fabra (PNBE 2006)*

    Tradução: Cláudia Schilling. Editora Nova Alexandria, 1995.

    John Winston Lennon foi assassinado por um fã perturbado em frente ao prédio em que morava, em Nova York, quando tinha 40 anos. O integrante dos Beatles, banda inglesa de muito sucesso nos anos 50 e 60, desde cedo mostrava interesse pela música e por escrever. Aos 18 anos, sua mãe, Julia Lennon, morreu. Mais tarde ele escreveria duas músicas em sua homenagem (“Julia” e “Mother and my mummy is dead”). Este livro trata de um período pouco conhecido do músico, a adolescência: os anos de formação e os momentos em que a música e os ideais de paz, liberdade e justiça se incorporam à sua personalidade.

    Nova Alexandria

  • Depois daquela viagem – Valéria Piassa Polizzi (PNBE 2006)*

    Editora Ática, 2003.

    A autora deste livro foi infectada com o vírus HIV aos 16 anos. Aos 18, descobriu que estava doente. Aos 26, escreveu um livro contando as barras que enfrentou e a conclusão a que chegou: o importante é ser feliz. Ela, que sonhava em fazer cinema, tornou-se escritora por conta de uma tragédia pessoal. O livro começa no ano de 1986, quando acreditava-se que o vírus da Aids só infectava homossexuais. O preconceito em relação à doença hoje ainda é grande, mas bem menor que naquela época, quando não havia muita informação a respeito de como as pessoas contraíam o vírus. Em 2003, ano do lançamento do livro, a autora deu uma entrevista dizendo acreditar que o assunto sexo deixou de ser tabu. “Mas isso, infelizmente, não garante segurança total. O que se verifica é que o número de gravidez indesejada e contaminação pelo HIV continua alto”, afirmou. Um bom exemplo está no texto “Só uma vezinha”, em que duas amigas conversam sobre o tema. Dados recentes da ONU apontam que a cada 14 segundos um jovem com idade entre 15 e 24 anos é infectado com o vírus HIV. Os tempos podem ter mudado, a moda, a música e as gírias, mas os medos em relação ao futuro ainda têm a mesma essência.

    Editora Ática

  • Meu tempo e o seu – Organização: João Basílio e Maria Teresa Leal (PNBE 2008)*

    Editora Lê, 2005.

    Este livro traz uma coletânea de textos de autores já consagrados, falando sobre a infância na sua época, e textos de autores mirins, que contam como é a infância deles hoje. É um livro cheio de poesia, travessuras, descobertas, alegria, ternura, confissões. Um jeito natural de falar de sentimentos.