Aqui temos endereços de inúmeros sites divididos por seções de interesse: editoriais com atualidades e comentários sobre o cenário da poesia brasileira; portais poéticos dirigidos exclusivamente à divulgação da poesia e de poetas, com biografias, obras disponibilizadas e outras informações; páginas oficiais de poetas consagrados; produção dos poetas contemporâneos; um poeta do mês está em destaque para divulgar sua nova produção; entrevistas com autores e personalidades do meio literário; resenhas de obras recentemente publicadas; artigos acadêmicos sobre poesia e literatura em geral; acesso a bibliotecas virtuais; sites sobre poesia concreta; endereços dedicados ao estudo e divulgação da poesia de cordel; sites pessoais e portais sobre haikai; blogs poéticos; endereço de revistas eletrônicas voltadas à poesia; associações, academias e sociedades poéticas; e sites em que é possível publicar poesias.
Editora Cortez, 2003.
Neste livro, a professora e mestre em Teoria Literária e Literatura Comparada Beatriz Citelli discorre sobre sua experiência com o trabalho com textos poéticos, narrativos e argumentativos em sala de aula. Sugerimos a leitura do capítulo 1, intitulado “O poema”, no qual a autora apresenta uma série de atividades desenvolvidas com alunos de 11 anos de diferentes escolas, cujo foco é a produção escrita de poemas.
Editora Ática, 2007.
Este livro da professora Norma Seltzer Goldstein, do programa de pós-graduação em Filologia e Língua Portuguesa da USP, trata da análise do poema como procedimento didático para recuperar a unidade do texto poético, no momento da interpretação. Sem perder de vista essa unidade, a autora mostra as possibilidades de aprofundar a leitura do poema por meio dos recursos fônicos perceptíveis no texto – metrificação, rimas, versos, estrofes, ou seja, o ritmo criado pelo poeta.
Editora Humanitas, 2006.
Ganhador do Prêmio Camões, o que confirma que se trata de um expoente da crítica e da pesquisa em literatura no Brasil, Antonio Candido é respeitado até por aqueles que discordam de suas análises. O livro “Estudo analítico do poema” baseia-se nos cursos de Teoria Literária, ministrados por ele na década de 1960, na Universidade de São Paulo, que enfatizam a importância metodológica, universitária, programática, de uma análise de cunho instrumental sobre o objeto poema.
Cooperifa, 2006.
Nesse disco estão 26 poetas que se apresentavam frequentemente, em 2006, nos saraus de quarta-feira organizados pela Cooperifa, um movimento de poetas que se reúnem para declamar seus versos na periferia da zona sul da cidade de São Paulo. Nesses saraus reúnem-se professores, estudantes, operários, músicos, feirantes, taxistas, rappers, babás, funileiros. Tão diversos quanto seus autores, os poemas do disco trazem todo tipo de métrica, cadência e tema. Há tanto a melancolia de Binho em “Campo Limpo Taboão” (“Já não caibo dentro de mim/ E, de tão solitário,/ Sou meu próprio vizinho”) quanto a combatividade de Marcelo Veronese em “Ratos, Ratos, Ratos” (“Se você já matou um/ Sabe o que significa essa palavra [...] Chuva também chove ratos/ Sua casa, cimento ou mato”).
Itália, 1994.
O poeta chileno Pablo Neruda, a uma certa altura da vida, se exila em uma ilha na Itália por causa de questões políticas. Lá, um desempregado quase analfabeto é contratado como “carteiro” extra, encarregado de cuidar da correspondência do novo morador. O filme mostra como se forma uma sólida amizade entre os dois. O carteiro, Mario, aprende a escrever em versos seus sentimentos pela mulher que ama, Beatrice, e Neruda ganha, em troca, um ouvinte compreensivo para as conversas saudosas de seu país natal, o Chile.
Editora Companhia das Letras, 2006.
O poeta Manuel Bandeira dizia de Vinicius: “Tem o fôlego dos românticos, a espiritualidade dos simbolistas, a perícia dos parnasianos (sem refugar, como estes, as sutilezas barrocas) e, finalmente, homem bem do seu tempo, a liberdade, a licença, o esplêndido cinismo dos modernos”. Vinicius de Moraes, que em sua geração era carinhosamente chamado de “Poetinha”, teve ainda grande participação na MPB, compondo com muitos parceiros e escrevendo músicas para jovens e crianças.
Editora Global, 6ª edição, 2001.
Paulo Leminski Filho nasceu e morreu em Curitiba, no Paraná. Foi escritor, poeta, tradutor e professor, dedicou-se ao estudo da língua e da cultura japonesas. Ele era, também, faixa-preta de judô. Seus poemas são muito inovadores e muitos deles foram musicados e gravados por diversos intérpretes brasileiros.
Editora Ática, 2006.
Para os adolescentes, uma amostra da poesia composta pela explosiva geração da década de 1970, com cinco dos mais representativos autores da chamada “geração mimeógrafo”. Os versos breves e contundentes estão divididos em quatro blocos temáticos: o amor e o desejo; os problemas sociais; o autoconhecimento; e o processo da criação poética.
Editora José Olympio, 5ª edição, 2003.
O livro traz uma coletânea de poemas como “José”, “Morte do leiteiro” e “Carta”, de Carlos Drummond de Andrade; “Tecendo a manhã”, “A lição de poesia” e “Janelas”, de João Cabral de Melo Neto; “Pneumotórax”, “Teresa” e “Vou-me embora para Pasárgada”, de Manuel Bandeira; e “Elegia desesperada”, “Mensagem à poesia” e “Poética”, de Vinicius de Moraes.

