Brasil, 2006.
“Existe um clichê segundo o qual no cinema brasileiro só se vê sertão, favela e gente pobre. Por isso nossos filmes não atrairiam o público predominante das salas, em sua maioria constituído por uma classe média que se imagina projetada nas ficções de matriz hollywoodiana. [...]
Em primeiro lugar, nota-se a ambição bem-sucedida de fazer um filme popular que almeja um público além do frequentador de salas de shopping, a partir da escolha de um tema pop: quatro garotas da periferia de São Paulo, integrantes do grupo feminino de hip hop Antônia, sonham com o sucesso enquanto a realidade cumpre o papel de demolir seus ideais. [..]
Editora Selo Negro, 1999.
“Um livro que reúne textos de diversos educadores que focalizam o rap brasileiro. São abordadas questões históricas e teóricas acerca das origens do rap, inserido no movimento hip hop e, com a mesma ênfase, relatos de experiências práticas de sua utilização como instrumento pedagógico em escolas públicas, particulares e instituições não governamentais.”
Editora PUC-SP, Educ, 2007.
“‘Ampliar e resgatar o número de apreciadores e leitores de cordel é um desafio aos poetas’. É assim que João Bosco encarou a árdua missão de, a partir de sua vivência como psicólogo social, voltar às suas raízes em Juazeiro do Norte, a fim de deixar emergir um sujeito-narrador que se desdobra à medida do mundo, em que a história/relato se desenvolve. O autor vai tecendo um texto interativo, permitindo uma triangulação – texto, autor, leitor –, ao analisar as questões ideológicas envolvidas na produção das narrativas dos cordelistas nordestinos. Além disso, demonstra a inserção desses sujeitos, desses poetas, que se articulam segundo uma determinada formação discursiva ou ideológica.”
Fragmento da contracapa do livro.
Tupynanquim Editora/Queima-Bucha, 2006.
“Veículo de fabuloso fomento à identidade regional, o cordel tem nas camadas populares seus mais constantes e fiéis consumidores, sendo através dos tempos valorizado e cultuado como a verdadeira e autêntica literatura nordestina, o livro de bolso do povo da região. [...]
A importância de estudar o cordel em sala de aula está sendo enfatizado em projeto ousado e inovador, por título Acorda Cordel, coordenado pelo poeta popular, radialista, ilustrador e publicitário cearense Arievaldo Viana, nascido aos 18 de setembro de 1967, nos sertões adustos de Quixeramobim, terra que também viu nascer o beato Antônio Conselheiro.
Com gravuras, publicações e notícias, o site conta toda a trajetória da literatura de cordel e como ela chegou ao Brasil. Marcada pelo improviso e pela poesia popular, essa classe literária se encontra bem retratada pela ABLC aqui.
Neste espaço, encontramos muitas informações a respeito do cenário do rap nacional, incluindo shows, lançamento de discos e DVDs. Há muitas entrevistas e históricos de grupos ainda não muito conhecidos, de muitos estados do Brasil.
Outra dica é visitar o site radiorap e ouvir coletâneas de raps nacionais disponíveis de diversos grupos.
Brasil, 2003.
Neste documentário, filmado dentro de uma casa de detenção, encontramos dois lados da realidade carcerária no Brasil. Um é o olhar dos próprios detentos e, o outro, a visão dos fatos criada pelo diretor por meio de pesquisa, leitura e entrevistas com carcereiros, jornalistas e detentos. Muitos dos presos são rappers, e em algumas cenas vemos a presença do rap no cotidiano do presídio, como forma de expressão e de reflexão.
Editora Anita Garibaldi, 2006.
O livro traz textos que foram publicados na seção Hip Hop a lápis, do site Vermelho. Depois que a primeira edição (2 mil cópias), foi vendida rapidamente em 2005 e até indicada para um prêmio literário, uma editora quis negociar um acordo para a publicação das edições seguintes. “Nunca tínhamos visto a nossa história ser narrada em um livro, e no início as editoras não nos levaram a sério”, conta Toni C., um dos editores e autores. “Os livros sempre foram usados como uma arma contra nós, e as pessoas não sabiam que existia algo como a literatura hip hop. Agora elas sabem”.
Editora Ática, 2004.
Literatura de cordel é, como toda forma artística, uma manifestação cultural. Pela escrita, são transmitidas as cantigas, os poemas e as histórias do povo — pelo próprio povo. O próprio nome, cordel, teve origem em Portugal, onde os livretos eram, antigamente, expostos em barbantes, como roupas no varal. Esse livro traz a obra de três cordelistas: Antonio Gonçalves da Silva (mais conhecido como Patativa do Assaré), Leandro Gomes de Barros e João Melquíades da Silva.
Adaptação: Sérgio Severo. Ilustrações: Valeriano. Editora Nova Alexandria, 2009.
Esta é outra união da literatura clássica com poesia de cordel, com ilustrações que se baseiam nas tradicionais xilogravuras. Aqui a musicalidade da poesia nordestina se une à riqueza original dos contos da obra clássica da literatura persa, As mil e uma noites.

