
Editora Ática, 2003.
A autora deste livro foi infectada com o vírus HIV aos 16 anos. Aos 18, descobriu que estava doente. Aos 26, escreveu um livro contando as barras que enfrentou e a conclusão a que chegou: o importante é ser feliz. Ela, que sonhava em fazer cinema, tornou-se escritora por conta de uma tragédia pessoal. O livro começa no ano de 1986, quando acreditava-se que o vírus da Aids só infectava homossexuais. O preconceito em relação à doença hoje ainda é grande, mas bem menor que naquela época, quando não havia muita informação a respeito de como as pessoas contraíam o vírus. Em 2003, ano do lançamento do livro, a autora deu uma entrevista dizendo acreditar que o assunto sexo deixou de ser tabu. “Mas isso, infelizmente, não garante segurança total. O que se verifica é que o número de gravidez indesejada e contaminação pelo HIV continua alto”, afirmou. Um bom exemplo está no texto “Só uma vezinha”, em que duas amigas conversam sobre o tema. Dados recentes da ONU apontam que a cada 14 segundos um jovem com idade entre 15 e 24 anos é infectado com o vírus HIV. Os tempos podem ter mudado, a moda, a música e as gírias, mas os medos em relação ao futuro ainda têm a mesma essência.
Tradução: Alves Calado. Editora Best Bolso, 2007.
A menina Anne Frank escreveu um diário enquanto viveu por 25 meses refugiada dos nazistas. Ela, sua família e mais quatro pessoas ficaram num apertado cubículo, escondendo-se dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Mas foram descobertas e deportadas para campos de concentração. Anne morreu aos 16 anos, nove meses depois de ter sido presa pelos nazistas.
Editora Ática, 9ª edição, 2007.
Catadora de papéis semianalfabeta, Carolina Maria de Jesus descreve em seu diário a favela do Canindé, as pessoas e o tipo de vida que levam. Relata as brigas constantes entre marido, mulher e vizinhos, a fome, as dificuldades para obter comida, as doenças a que estão sujeitos os moradores do lugar, seus hábitos e costumes, as mortes, o suicídio, a presença constante da miséria de uma sociedade marginalizada e esquecida.